2.12.09

PRÍNCIPE IREAL


Pintado há um mês (2m / 1,10m), sem saber estava a despedir-me.

10 comentários:

paula disse...

Em cada verde as árvores, em cada detalhe as pessoas, os sentimentos, a calçada, a sombra, o sol em cada janela aberta.
Parabéns Tiago. Não me canso de espreitar os seus quadros

Tiago Taron disse...

sabe Paula, eu não costumo pintar com a côr verde, até porque por uma espécie de daltonismo continuo a ver azul onde os outros há muito já começaram a ver verde. Este quadro foi o primeiro onde vi o verde que pintava e foi por causa do jardim e das suas árvores e de um amigo que o encomendou e me pediu expressamente que tivesse aquela côr que para mim é muito difícil.

analima disse...

O.K. Se foi o jardim a inspirar este quadro então rendo-me!

paula disse...

passava aqui o dia a comentar, a questionar, a inquirir sobre técnicas e pinceladas dos seus quadros. mas não posso nem me ficava bem.
uma delicia. adorava ver «ao vivo», quiçá um dia...
boa noite

ps - já agora :), aguarela liquida, lápis?, não é aguarela??? não resisti em perguntar...

Tiago Taron disse...

Paula, na última exposição que fiz passei o tempo desta, na Galeria, a pintar um grande quadro (o "Alto Bairro") e diariamente ia aqui publicando a sua evolução. Nunca fiz segredo do fácil que é pintar, sobretudo se o fizermos "ao contrário", ou seja: se começarmos pela mancha, pela sugestão da côr e depois chegarmos ao desenho, à figura. Os melhores materiais para este processo (a meu ver) são a aguarela. Nos últimos dois anos só pintei a aguarela (porque é portátil, tenho sempre uma cigarreia com várias côres lá dentro, côres que vou tirando das bisnagas), uso um pincel a que chamam de "rabo de esquilo" (que são os usados para a pintura de azulejos e têm como caracteristica serem mais largos no princípio e muito finos no final) e, finalmente, pinto em quase todo o tipo de papeis, mas sempre, ou quase sempre em papel de aguarela. Ah, já me esquecia, os contornos, o desenho é deito com uma caneta de ponta muito fina (0,005) e à prova de água, para que resista ao tempo e não se perca o traço. Espero não me ter esquecido de nada. Uma das prendas que mais gosto de dar é um conjunto que permita a cada um começar a explorar isto.

Tiago Taron disse...

Analima: Que não seja por isso, ainda que os mesmos bons (que não o meu caso) têm a capacidade de fazermos ver coisas em que não reparamos. Para pintar o Príncipe Real como eu o vejo era preciso que Turner estivesse vivo (e para aí virado)

paula disse...

obrigada Tiago «começarmos pela mancha, pela sugestão da côr e depois chegarmos ao desenho», nunca pensei. sempre pensei que fosse ao contrário, depois do desenho, partir para a cor.

Marta disse...

belíssimo, Tiago, este seu príncipe.

Tiago Taron disse...

não é meu, Marta, é mais do jardim e do bairro. Bom fim de semana no Porto.

Apidi disse...

Olá,

Está finalmente terminado.

Mudaste o quadro todo, gostava mais da capa em vermelho mas assim também está igualmente giro.
Estou a ensinar a avó a trabalhar com o computador ela pediu-me para ver o blog e vimos que estava cá o desenho, dessidimos assim comentar :).

Abraço

Vicente

PS:A avó diz que gosta muito giro.